No colchão de mola, a gente deita e rola

Cama, colchão e dor de cabeça - quer dizer, de coluna. Depois de rodar meio mundo procurando saber quais as melhores opções de acessórios para o quarto, veio a revelação bombástica: pra dormir bem, a pessoa tem que vender a mãe. Uma cama decente (e por decente você entenda "que não fique rangendo a noite toda") e um colchão com o mínimo de conforto para quem adora dormir (eu) estão saindo atualmente pela bagatela de mil contos. Se for pra se sacrificar, dá pra resolver o problema com 700, mas correndo o risco de num belo dia acordar no chão - com a estrutura da cama toda desmontada embaixo.
Nosso sonho de consumo era um conjunto box - daqueles que vêm com outro colchão embaixo, já tem pés e não precisa de mais nada pro usuário sonhar com os anjos. Só que nem negociando a alma da noiva - e do noivo também, dependendo da loja -, daria pra descolar um desses...
...até que veio Leo. Ele ligou pra mim desesperado, mostrando uma promoção de box no shopping que, de tão barato, só podia estar errada. "Esse colchão é de solteiro", eu disse. "Não pode prestar", outra amiga concordou. Deixamos pra lá, vamos resolver outras coisas, vamos tocar a vida.
Só que no sábado a gente tava dando bobeira no shopping. E fomos ver o tal colchão. E era MESMO da melhor qualidade. Um box, de mola, com tratamento anti-ácaro. Pela metade do preço. E a gente comprou!!! :D
No final das contas, saiu mais barato que se fôssemos comprar a cama peba com o colchão vagabundo. Se Papai do Céu continuar olhando assim por nós, eu acho que esse casório pode sair mais cedo que o imaginado.
Que alegria!!! YAY!!!! :D
Tem coisas que só uma Brastemp faz por você

Depois de um mês fazendo cotação, a primeira aquisição de nossa casa está a caminho: a geladeira! Branquinha e fofa, ela estava ligeiramente fora de nossos padrõe$ monetário$ até que recebemos uma dica valiosa - existe um lugar em Boa Viagem que vende produtos Consul e Brastemp vindos das vitrine de lojas de eletrodomésticos da cidade toda. Normalmente esses produtos vêm com "pequenas" avarias - onde por 'pequenas' podemos ler 'enormes'; mas na maioria das vezes, elas são imperceptíveis mesmo.
Pois bem, com a dica na mão, lá fomos nós verificar a danada - e não é que ela é linda? 360 litros, duplex, frost free, do jeitinho que tínhamos planejando. E o melhor, é uma Brastemp, do jeitinho que não tínhamos nem sonhado em conseguir pagar.
E o melhor de tudo estava por vir. Custando normalmente R$ 1.500,00 nas lojas, essa belezinha estava sendo vendida com um descontinho de 20%. Até então já estava ótimo, mas a vendedora (tadinha dela, feliz de mim) acabou se confundindo e aumentou ligeiramente o desconto... para 44%! Alegria, alegria - quase a metade do preço... :)
Se as coisas continuarem assim, a empolgação só tende a aumentar. Por isso, que venha o fogão!
A primeira festa ninguém esquece!

Contrariando todas as expectativas de retomar este blog falando da minha mais nova fixação - fogões - meus amigos resolveram seguir aquela lei de Newton, na qual toda ação provoca uma reação. De fato eles reagiram prontamente ao anúncio do noivado: FAZENDO UMA FESTA!
Regada a muita cerveja, champanhe e camarão, a comemoração teve direito a pedido oficial, véu colorido, buquê de girassóis artificiais e vídeo amador. Uma zona, é fato, mas totalmente inesquecível pela quantidade de risadas, lágrimas e declarações de peso.
Impressionante, mas foi a primeira vez que o tão famoso "Quer casar comigo?" foi emitido em alto e bom som, pra todo mundo ouvir. E olhe - o noivo nem estava bebendo! :D
E que venham as outras festas: jantar de família, chá de panela, despedida de solteira e o que mais a gente puder inventar...
Casseta, pra dizer o mínimo

A primeira coisa que tentei fazer foi respirar. Não por almejar um insight miraculoso, ou tentar obter a ajuda dos famosos seres celestiais vindos de outro plano. Tentei respirar - porque, naquele boteco, com um prato de macaxeira com calabresa na frente, eu não podia acreditar que ele estava oficializando o NOSSO noivado. A macaxeira quis voltar, o suco de uva parecia rir do meu pânico. Não tinha como voltar atrás. Ele estava no celular, linha direta com o pai e a madrasta em Mossoró/RN. Eu, com os olhos inchados e o nariz escorrendo, resultado de uma crise compulsiva de choro por causa de uma rasteira no trabalho.
E eu não fazia idéia de tudo o que viria a seguir. E nem que eu estaria tão feliz com isso.
Para meu espanto, deixei de namorar aquela saia rodada linda para sonhar com um belo fogão quatro bocas. É lista de convidados, é local, é buffet. É casa pra montar, é data pra definir. São as crônicas desta história que serão contadas daqui pra frente.