Sunday, March 12, 2006

E o meu marido não ronca mais!



E como já deve estar óbvio, eu sou uma pessoa calculista. Mas calculista no sentido de, antes de comprar qualquer coisa, pesquisar infinitamente em todas as lojas concorrentes e similares, e só comprar quando tiver certeza de que estou fazendo um ótimo negócio.

Bom, não foi isso que aconteceu na odisséia do travesseiro. Não mesmo.

Acontece que eu uso o mesmo travesseiro há pelo menos uma década. Uma eternidade, considerando que o passar dos anos e esfregões da minha delicada cabeça conseguiram transformar o que antes era um travesseiro ortopédico de última geração em uma panqueca.
Mas naquela sexta-feira eu acordei com gosto de gás. Vontade de fazer, acontecer, resolver todos os problemas da minha vida. Mais precisamente, eu queria poder dormir uma boa noite de sono - sem acordar como se o Mike Tyson tivesse me dado uma chave de pescoço em algum momento da madrugada. Mas o lado racional falou mais alto: "E o preço? Por acaso travesseiro está em promoção no momento? Hein? Hein? Heeeein?" (meu lado racional costuma ser meio peitiqueiro às vezes).

Então lá ia eu para casa, cabisbaixa e disposta a tomar qualquer chazinho de camomila para ver se dormia melhor, quando o sinal dos céus se abriu para mim. O trânsito, que circulava livremente até então, miraculosamente engarrafou. Mas o curioso é que o caminho estava fechado num só sentido: o que levava para casa! O trecho até a loja parecia uma passarela de tão livre - e se eu puxar realmente pela memória, vou lembrar até de anjos tocando trombeta e carregando faixas de "Venha por aqui!". Ou não, he he he.

Pra resumir a história, eu corri até a loja e gastei quase 80 dinheiros para adquirir a mais nova tecnologia para encosto de cabeça: os travesseiros siliconados! Não deformam, não amassam e podem ser lavados na máquina! Voltei tão feliz para casa que nem liguei de estar carregando uma sacola fofa de um metro e meio de altura dentro de um coletivo lotado.

Hoje em dia eu durmo melhor, acordo disposta e com uma bela cutis, e o que é melhor: meu marido (no caso, noivo) não ronca mais!

Ou ronca? :P

Saturday, March 04, 2006

Sobre o noivo (foto meramente ilustrativa)



Ele adora cinema, chocolate e crianças (ainda que negue um pouquinho).
Tem toda a paciência do mundo, mas de vez em quando estoura - então o mundo é que tem que sair de baixo.
Honra e lealdade fazem parte de sua filosofia de vida, tanto quanto os ensinamentos dA Arte da Guerra (que ele já deve ter decorado, de tanto que leu).

O noivo é uma pessoa ativa e nem de perto gosta de dormir tanto quanto eu. Adora ver as coisas em seus devidos lugares e, ainda que não perceba, tem duas expressões favoritas: "mandar brasa" e "cuidar" de uma coisa - sendo que por cuidar, deve-se entender "realizar uma tarefa".

O noivo é sério e divertido ao mesmo tempo. Talvez seja por isso que nunca ri nas fotos.

Estou seriamente desconfiada que não sei mais viver sem o noivo.

Espero que a recíproca seja verdadeira.