Casseta, pra dizer o mínimo
A primeira coisa que tentei fazer foi respirar. Não por almejar um insight miraculoso, ou tentar obter a ajuda dos famosos seres celestiais vindos de outro plano. Tentei respirar - porque, naquele boteco, com um prato de macaxeira com calabresa na frente, eu não podia acreditar que ele estava oficializando o NOSSO noivado. A macaxeira quis voltar, o suco de uva parecia rir do meu pânico. Não tinha como voltar atrás. Ele estava no celular, linha direta com o pai e a madrasta em Mossoró/RN. Eu, com os olhos inchados e o nariz escorrendo, resultado de uma crise compulsiva de choro por causa de uma rasteira no trabalho.E eu não fazia idéia de tudo o que viria a seguir. E nem que eu estaria tão feliz com isso.
Para meu espanto, deixei de namorar aquela saia rodada linda para sonhar com um belo fogão quatro bocas. É lista de convidados, é local, é buffet. É casa pra montar, é data pra definir. São as crônicas desta história que serão contadas daqui pra frente.


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